quinta-feira, dezembro 07, 2006

A mousse.

Olá.
Como estão?
Chove, eu sei.
Paciência.
Passará, como tudo.

Mas chega de conversa fiada.

O meu propósito na vida é simples: ajudar-vos a verbalizar sentimentos; materializá-los em frases e expressões, para que, comandando a vossa linguagem, tomem também comando da vossa vida.

E deixo-vos uma sugestão nesse sentido:
Da próxima vez que alguém vos descrever algo de uma forma perfeita ou intocável, usem a expressão: “E a mousse é caseira, não?”
E passo a exemplificar:

Ele: Tens de a conhecer. Ela é perfeita. É bonita, inteligente, simpática, e lava os dentes.

Vocês (em coro): Pois…E a mousse é caseira, não?


Esta pequena (mas poderosa) expressão proporciona uma bofetada de lorpice, deixando o primeiro narrador num estado de incredulidade, dado que:
.1 Ele nunca ouviu essa expressão antes, e é mesmo gira.
.2 “e a mousse é caseira” funciona como um contraponto à primeira imbecilidade proferida e, por ser também uma expressão bastante parva, chama a atenção para a estupidez inicial, (“bonita” e “inteligente” são atributos subjectivos e, infelizmente, raramente associáveis) devolvendo o narrador à realidade. E porquê? Porque a mousse é sempre caseira, mesmo não o sendo.

Obrigado. Voltarei em seguida para a minha caverna.
Deixo-vos com o Checo e com o ancião.



Hoje, na radio olho:

-Glass , Kode9 and Space Ape

3 comentários:

cbs disse...

mousse?
adoro mousse mas, mesmo caseira, depende muito... por exemplo, se te esqueceree de juntar umas claras (batidas em castelo) fica muito espessa e desagradável.

é receita antiga ehehe
claras de ovo na batedeira, bates bem, misturas e fica suave e fofinha :)

guevara disse...

"O meu propósito na vida é simples: ajudar-vos a verbalizar sentimentos" ?!?!

hum...

Mimas disse...

isso de mousses não é cena de badochas...?

e o bom, velho:
"ya... mas isso é optimo!"