sexta-feira, agosto 19, 2005

Em resumo



Paredes de Coura, dia 17 :

Hot hot heat; sou fã. "Make up the breakdown" é um bom album de pop-rock despretencioso, que fala de raparigas, viagens à downtown, em que todas as músicas são candidatas a single; ouve-se o album em 33/34 minutos (a fórmula punk, do single de 3 minutos é escrupulosamente respeitada) de uma ponta à outra com um sorriso nos lábios.
O concerto? não vi.....:-) a cerveja foi mais forte, infelizmente... mas não quero falar nisso.....

Arcade Fire: pá.....estilo.... Meatloaf Vs música celta Vs Kelly Family.............. passando à frente...........

(por esta altura estava a dizer mal dos 40euros que tinha investido nesta incursão musical; tinha falhado uma banda que queria ver, tinha visto uma banda que não queria, a cerveja já tinha acabado...)

Até que chegaram os The Roots, que eu, na minha santa ignorância, classifiquei como "um grupo de hip-hop piroso", que "está mal enquadrado no festival, porque hoje só dá Rock!".
Pois é... Felizmente engoli estas observações quando me deparei com uma performance fantástica, com a mais valia de ser completamente inesperada: funk, hip-hop, blues, rock, pop, o melhor solo de baixo que eu já ouvi, uma cultura musical impressionante, dedicação, entendimento com o público, maturidade e uma inteligência em palco muito acima da média; sabiam que estavam ali para agradar a rockeiros, fãs dos Queens e dos Pixies, e optaram pelo uso da guitarra, dos solos (de TODOS os músicos),e pelos rifs de antigas glórias, como os Led Zeppelin. Muito bom; foi o melhor concerto da noite, a meu ver.

Os Queens of the Stone Age deram o espéctaculo que se esperava; Rock, puro, duro, sólido, com uma precisão germânica, sem deixar arrefecer a mosh. Josh Homme encanta em palco, com os seus movimentos pélvicos de impressionante amplitude, e o seu já famoso estilo à Elvis. Parece o Nicolas Cage, versão Rock. Um bom concerto, dado por músicos fantásticos; menção honrosa para o baterista Alfredo Hernandez, pela velocidade, precisão e endurance, simplesmente fantásticas.
O ritmo do concerto é avassalador. Nunca vi uma banda com o mesmo speed e precisão destes tipos(exceptuando os QOTSA de há dois anos atrás :-)). Porém, duas músicas bastam para que nos habituemos àquela velocidade, e depois é como entrar em velocidade cruzeiro;na minha opinião, eles precisam de arrefecer, para bem do público; fariam bem em apostar mais na progressividade do seu som, para estimular a orelha do ouvinte. São os melhores no que fazem, mas precisam de melhorar a sua noção de foreplay musical, acariciando o tímpano, antes de o desfazerem em bocados...
Nick Oliveri faz falta a esta banda. Pena que não tenha ido.
Ah, e acho que os queen se tornariam uma banda muito mais acessível se reduzissem o tempo médio das suas músicas para os 4 minutos. Pá, se é rápido, que seja intenso, e para isso é que serve o single.

Os Pixies; o concerto previsto. Um line up que não podia falhar, ainda por cima com um público que antecipava a voz de Frank, só com um simples ruído da guitarra de Joey Santiago. "Wave of mutilation", "in heaven", para abrir as hostes... o que é que se pode dizer... "where is my mind" foi a terceira..... confesso que dei sinais de fraqueza nesta parte, parecia uma babe... mas tudo se compôs. O punk voltou, os erros sucediam-se, a guitarra do Frank estava desafinada, a Kim esboçava umas palavras em português, os singles não tinham fim.
Não houve uma música, uma só, que o público não soubesse cantar. Impressionante. E não era só o refrão, eram as incursões no espanhol californiano de Black, era o acelerar e congelar do grito do vocalista... tudo.
Houve um encore, de uma só música.... "Gigantic". Mas notou-se o desconforto em voltar ao palco.

Não interessa. Foi um concerto mediano para muitos. Para mim, mágico. Foi o completar de uma das minhas maiores ambições musicais. Eu já vi Pixies!!! Yeah! Só falta Soundgarden e Nirvana para completar a minha tríade-maravilha dos 90's! (já vi radiohead, duhh...)

7 comentários:

Miguel de Terceleiros disse...

E adivinha quem fez parte dos Queens e já saiu... Mark Lanegan esse grande músico com um projecto fantástico! Para mim Queens foi o melhor concerto!

Ernesto disse...

O concerto foi bem melhor dois anos antes em Paredes de Coura, com o Nick Oliveri.....

Anónimo disse...

é verdade...

O Puto disse...

Arcade Fire como Meatloaf ou Kelly Family?! Só se for na primeira impressão visual, e visual apenas. Se fosse como tu dizes, eu seria grande fã do autor de "Bat Out Of Hell" e dos loiros hippies xaroposos. Para mim deram o melhor concerto da noite, apesar da brevidade.
Concordo contigo em relação aos Pixies.
Boa sorte em relação aos Soundgarden e aos Nirvana. A esperança é a última a morrer. Os Doors e os Queen dão concertos, prova de que a morte do vocalista não é o fim. Até os New Order tocaram temas dos Joy Division...

carlos paulo disse...

mas...chegaste a ouvir Arcade Fire?? das duas uma: ou não os ouviste a eles, ou nunca ouviste Meatloaf/Kelly Family...

Anónimo disse...

Sabia a água não????

Ernesto disse...

ganda xico!

não conseguia responder melhor.


festa na piscina?

Não tenhas medo...