quarta-feira, junho 22, 2005

que cheiro, este...

...cheira ao crepitar de escamas de sardinha, cheira ao suor de febras carbonizadas, à super-bock parida de um frigorífico, mais fresca que a fruta. Cheira a solstício, cheira a ritual pagão, cheira a alho porro e martelhinho, para o menino e para a menina. Cheira a luzinhas e carroséis, a balões imolados na conquista do céu. Cheira a cascata, filha da labuta portuense, e não de uma natureza caprichosa. Cheira a calçada portuguesa, cheira ao D. Infante, cheira a traçadinhos e ao Deus Menino. Cheira ao G.D.R. lá da zona, cheira a pequenas bandeiras, a santos, santinhos e procissões. Cheira a pontes, cheira a vinho verde, cheira a cafés e ao Nel Monteiro.

Esquece lá a fé por um bocado, ó beata, não temos tempo a perder. Vamos rápido, deixa o esotérico para amanhã. Rápido, vamos,para o rio! Sempre para o rio, que amanhã já não há mais disto.

ah.... S. João



ai sim?

2 comentários:

amie disse...

cheira sim..e é tão bom!
Partilhamos a mesma cultura portuense...obrigada pela visita, volta sempre!
BOM S.JOÃO!!!

amigos disse...

Vejo estradas, vejo casas, vejo ruas todas iguais. Vejo montes, vejo fontes. Vejo o rio e vejo pontes. Vejo o carrosel e a fartura. Vejo a brasa e a sardinha, vejo o homem e a mulher e uma mulher melhor que a minha. Vejo a sorte, vejo a morte das ruas por onde me guio!

Euestavalá